segunda-feira, abril 18, 2011

Entenda os meandros do novo Código Florestal e assine a peticao!

 

abr 15, 2011 6 Comentários por Gilberto Junior

A mídia não para de noticiar a reforma que o Congresso Nacional pretende fazer no Código Florestal Brasileiro, que, com as mudanças previstas, facilitará o desmatamento. A votação ainda não aconteceu, mas movimentos sociais, organizações ambientais e entidades científicas já se posicionaram contra as alterações.

 

Assine o manifesto

http://www.avaaz.org/po/peticao_codigo_florestal/?sos

e diga não às alterações no Código Florestal Brasileiro.
Precisamos de 200 mil assinaturas em nossa petição. Ela ajudará evitar que substitutivo ao projeto de lei n° 1876/99 - que prevê mudanças no Código Florestal seja aprovado. A votação está prevista para breve no Congresso Nacional.
Veja no vídeo como essas alterações poderão reduzir drasticamente as áreas naturais protegidas de nosso país, prejudicando o meio ambiente e a sociedade civil.
Você tem papel decisivo para que possamos proteger nosso maior patrimônio.
Assine e divulgue nas redes sociais. Juntos vamos impedir que o Brasil entre na contramão da história.
Saiba mais, acesse: http://www.sosflorestas.com.br

O atual código protege áreas naturais, vitais para a sustentação da vida e da economia do país. Sem ele, a água, o solo e a biodiversidade correm risco, já que o ecossistema e as florestas ficarão ameaçados. Outra função do código atual é proteger as áreas frágeis, como beira de rio e topos de morro, conhecidas como Áreas de Preservação Permanente, as famosas APPs.

No modelo de hoje, esses espaços são bem definidos e não podem ser ocupados. Não é permitido, por exemplo, ocupar áreas íngremes com mais de 45º de declividade e é preciso ter área verde a no mínimo 30 metros de rios. Se o projeto for aprovado, a ocupação destas áreas pode ser feita a 15 metros dos litorais e ocupações ilegais serão mantidas.

 

O argumento de reforma atual é promovido pela frente socialista, cujas questões agrícola-territoriais são suas principais causas. “No Nordeste, metade das propriedades tem até cinco hectares. Se o sujeito tiver um riachinho, perde 60% das terras”, disse o deputador Aldo Rebelo, do PC do B, relator da reforma ao jornal Estado de S. Paulo.

Se realmente o novo código for aprovado, o Brasil irá gerar 13 vezes mais gases do efeito estufa do que emitiu em 2007 — o que seria mais um agravante para o aquecimento global. Se contarmos só a redução da mata nas margens dos rios, perderíamos um espaço equivalente a 2 milhões de campos de futebol.

Na tarde de ontem (14/04), a cúpula do governo se reuniu para discutir o novo código. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira, afirmou que a posição do governo já foi decidida nesse encontro. Mas disse não poder entrar em detalhes.

Mais cedo, o ministro-chefe da secretaria de relações institucionais, Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira, informou que eles ainda não tinham chegado a uma conclusão quanto à redação do código. Em encontro com jornalistas, Oliveira chegou a dizer que “embates sobre pontos polêmicos do código persistiam, mas que o governo estava ‘progredindo’ na discussão”. Segundo ele, a votação deve acontecer ainda no primeiro semestre.

LEIA MAIS: Livro aprofunda debate sobre o Código Florestal.

Um comentário:

claudia disse...

Por favor dê uma olhada nessa reportagem:
http://www.idacefluris.org.br/sistema/editorvirtual/noticia_publica.php?CodigoDaNoticia=868&LANG=1&CACHEOPTION=1

Acho que precisamo realmente pensar num mundo melhor para todos, ribeirinhos, caboclos e principalmente para a floresta.